Introdução ao PHP – Parte 4

Agora sim, vamos aos tipos de dados.

Tipo booleano

Expressa um valor lógico que pode ser verdadeiro (TRUE) ou falso (FALSE). Exemplo simples:

<?php
/**
* declaramos a variável booleana $mostra_nome,
* cujo conteúdo é TRUE(verdadeiro). Em seguida, testaremos
* o conteúdo desta variável para verificar se ela é realmente
* verdadeira.
*/

// declaração variável com valor TRUE
$mostra_nome = TRUE;

// testa se $mostra_nome é TRUE
if($mostra_nome)
{
echo 'Marcus Vinicius Grüssner';
}
// RESULTADO: Marcus Vinicius Grüssner
?>

Mais um exemplo:

<?php
// declara uma variável numérica
$umidade = 91;

// testa se é maior que 90. retorna um boolean
$vai_chover = ($umidade>90);

// testa se vai $vai_chover é verdadeiro
if($vai_chover)
{
echo 'Está chovendo';
}

//RESULTADO: Está chovendo
?>

Também são considerados valores falsos em comparações booleanas:

  • inteiro 0;
  • ponto flutuante 0.0;
  • uma string vazia “” ou “0″;
  • uma array vazio;
  • um objeto sem elementos;
  • tipo NULL

Tipo numérico

podem ser especificados em notação decimal (base 10), hexadecimal (base 16) ou octal (base 8), opcionalmente precedido de sinal (+ ou -). Exemplo:

<?php
// tipo numérico

$a = 1234;  // número decimal
$a = -12345;// número negativo
$a = 0123;  // número octal (equivale a 83 decimal)
$a = 0x1A;  // número hexadecimal (equivale a 26 em decimal)
$a = 1.234; // ponto flutuante
$a = 4e23;  // notação científica
?>

Tipo string

podemo definir como uma cadeia de caracteres alfanuméricos. Para declará-la podemos utilizar aspas simples ‘ ‘ ou aspas duplas ” “. Mais adiante falaremos sobre Manipulação de Strings e ficará mais claro quando utilizar aspas simples ‘ ‘ ou duplas ” “.

<?php
$variavel = 'isto é um teste';
$variavel = "isto é um teste";
?>

Tipo array

É uma lista de valores armazenados na memória, os quais podem ser de tipos diferentes (números, strings, objetos) e podem ser acessados a qualquer momento, pois cada valor é relacionado a uma chave. Um array também pode crescer dinamicamente com a adição de novos itens. Mais adiante falaremos sobre Manipulação de Arrays.

<?php
$carros = array('Palio', 'Corsa', 'Gol');
echo $carros[1];
// RESULTADO: Corsa
?>

Tipo objeto

Uma entidade com um determinado comportamento definido por seus métodos (ações) e propriedades (dados). Para criar um objeto utilizamos o operador new(). Veja o exemplo:

<?php
class Computador
{
public $cpu;
function ligar()
{
echo "Ligando computador a {$this->cpu}...";
}
}

$obj = new Computador;
$obj->cpu = "500Mhz";
$obj->ligar();

// RESULTADO: Ligando o computador a 500Mhz...
?>

Tipo callback

Algumas funções como call_user_func() aceitam um parâmetro que significa uma função a ser exceutada. Este tipo de dado é chamado callback. Um parâmetro callback pode ser o nome de uma função representada por uma string ou método de um objeto a ser executado, representado por um array. Para exemplos, clique aqui.

Tipo NULL

A utilização do valor especial NULL significa que a variável não tem valor. NULL é o único valor possível do tipo NULL.

Estes são os principais tipos de dados, na minha opião, claro! Espero que tenham gostado! No próximo post falaremos de constantes e entraremos, enfim, em estruturas de controles.

Introdução ao PHP – Parte 3

Salve galera!

Como havia falado no post anterior, o assunto de hoje será tipos de dados. É importante, entretanto, compreender o que são variáveis para, a partir daí, ter um melhor entendimento sobre tipos de dados.

Bom, o conceito de variável é simples, mas requer atenção. Assim como os comandos básicosvariáveis são de fundamental importância, tendo em vista que você utilizará a todo instante durante  o desenvolvimento de seus projetos.

Variáveis são identificadores utilizados para representar valores mutáveis e voláteis, ou seja, que podem ser modificados durante a execução de um programa. Elas são armazenadas na memória RAM e seu conteúdo é destruído após a execução do programa. Para criar uma variável em PHP, precisamos atribuir-lhe um nome de identificação, sempre precedido pelo caractere cifrão ($). Vejamos um exemplo:

<?php
$nome = "Marcus Vinicius";
$sobrenome = "Grüssner";
echo "$sobrenome, $nome";
//RESULTADO: Grüssner, Marcus Vinicius
?>

Algumas dicas importantes sobre variáveis:

NUNCA…

  • …inicie a nomenclatura de váriaveis com números;
  • …utilize espaços em branco no meio do identificador da váriavel;
  • …utilize caracteres epeciais (! @ # % ^ & * / {} [] |) na nomenclatura das variáveis;
  • Evite criar variáveis muito extensas em virtude da clareza do código;
  • Crie nomes com significados óbvios, que transmitam a idéia do conteúdo;
  • Prefira palavras em minúsculo (separado pelo caractere “_”) ou somente as primeiras letras em maiúsculo quando o nome é composta;

Variáveis válidas:

<?php
// exemplo de variáveis válidas
$codigo_produto;
$codigoCliente;
?>

OBS: PHP é case sensitive, ou seja, é sensível a letras maiúsculas e minúsculas. Logo, as variáveis $nome e $Nome serão tratadas de formas totalmente diferentes.

Outro conceito importante, ainda sobre variáveis, é o de variáveis variantes ( variable variables ). Em alguns casos, precisamos ter em nosso código fonte nomes de variáveis que podem mudar de acordo com determinada situação. Neste caso, não só a variável é mutável, mas também seu nome. Logo, sempre que usarmos dois sinais de cifrão ($) precedento uma variável, o PHP irá referenciar uma variável representada pelo conteúdo da primeira. Veja o exemplo:

<?php
// exemplo de variáveis variantes
$variavel = "nome"; // definimos o nome da variável
$$variavel = "maria"; // cria a variável identificada pelo conteúdo da $variavel
echo $nome; // exibe variável na tela
// RESULTADO: maria
?>

Quando uma variável é atribuída a outra, sempre é criada uma nova área de armazenamento na memória.

E, para finalizar, ainda falando de variáveis, é importante destacar como se cria uma referência entre variáveis, ou seja, duas variáveis apontando para a mesma região da memória. A atribuição deve ser precedida pelo operador &. Assim, qualquer alteração em qualquer uma das variáveis, reflete na outra. Exemplo:

<?php
$a = 5;
$b = &$a; // qualquer alteração em $b, $a também sofrerá

$b = 10;  // atribuação a $b

echo $a; // RESULTADO: 10
echo $b; // RESULTADO: 10
?>

Creio que esses são pontos importantes quando o assunto é variável.  Espero ter sido claro em meus exemplos, caso contrário, solte o verbo que terei enorme prazer em respondê-lo. Fico devendo tipos de dados, mas já na sequencia postarei sobre esse assunto.

Até o próximo!

Introdução ao PHP – Parte 2

Salve galera!

Depois da pequena introdução, contando a história do PHP, hoje quero falar de alguns conceitos básicos de programação, como comandos básicos do PHP, tipos de dados e estruturas de controles. Tentarei ser o mais sucinto possível, abordando apenas aspectos fundamentais sobre cada tópico. Caso essa introdução não seja  suficiente, recomendo a leitura da documentação oficial do PHP.
Let’s GO!

******

COMANDOS BÁSICOS

Antes de entrarmos de fato no assunto, quero apenas abordar alguns aspectos que julgo importante para quem está começando no PHP.

Nomenclatura de arquivos
Extensão
Significado
.php
Arquivo PHP contendo um programa.
.class.php
Arquivo PHP contendo uma classe.
.inc.php
Arquivo PHP a ser incluído, pode incluir constantes ou configurações.


Delimitadores de código e Comentários

Exemplo de delimitador:

<?php

// delimitador de código - "<?php" e "?>"

?>

Exemplo de comentários:

<?php

// comentário de uma linha

/* comentário para muitas e
   muitas
   e muitas linhas */

?>

Dito isso, vamos ao que interessa!

Comandos de Saída (output) – são utilizados para gerar uma saída na tela (output).  É importante frisar que caso o programa PHP esteja sendo excutado via linha de comando (prompt do sistema), a saída será no próprio console. Já se estiver executando via servidor de páginas web (Apache ou IIS), a saída será exibida na própria página HTML gerada.

Dentro do PHP temos basicamente 4 comandos fundamentais – todos de saída:

echo

É um comando que imprime uma ou mais variáveis no console. Exemplo:

<?php
   echo 'a', 'b', 'c' ;
?>
Resultado: abc

print

É uma função que imprime uma string no console. Exemplo:

<?php
   print('abc');
?>
Resultado: abc

var_dump

Imprime o conteúdo de uma variável de uma forma explanativa, muito utilizada na realização de debug. Se o parâmetro for uma array de várias dimensões, ele imprimira todas elas, com seus respectivos conteúdos e tipos de dados; se for um objeto, ele imprimirá todos os seus atributos.Exemplo:

<?php
   $vetor = array('Rio Grande do Sul',
                  'Santa Catarina',
                  'Paraná',
                  'São Paulo');
   var_dump($vetor);
?>
Resultado:
array(4) {
  [0]=>
  string(17) "Rio Grande do Sul"
  [1]=>
  string(14) "Santa Catarina"
  [2]=>
  string(6) "Paraná"
  [3]=>
  string(9) "São Paulo"
}

print_r

Suprime o tipo de dado, e imprime em um formato mais legível para o programador, com conteúdos alinhados. Reutilizando o exemplo acima:

<?php
    $vetor = array('Rio Grande do Sul',
                  'Santa Catarina',
                  'Paraná',
                  'São Paulo');
   print_r($vetor);
?>

Resultado:

Array
(
    [0] => Rio Grande do Sul
    [1] => Santa Catarina
    [2] => Paraná
    [3] => São Paulo
)

É muito importante que tenha ficado claro a utilização de cada um desses comando. Eles são fundamentais para qualquer projeto que você  desenvolver - do mais simples ao mais complexo -  utilizando o PHP.
No próximo post falarei, ou melhor, escreverei sobre tipos de dados e, na sequencia estruturas de controles. Fique ligado e deixe seu comentário!

Até o próximo!

Introdução ao PHP – Parte 1

Salve galera!

Hoje, depois de muito ensaio, inicio meu blog sobre desenvolvimento web. Aqui tratarei dos mais diversos aspectos sobre o assunto. Fiquem a vontade para comentar! Agora chega de papo furado, e vamos ao que interessa! =D

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Depois de muito pensar sobre o que escrever no meu primeiro post, achei que deveria iniciar pelo óbvio: introdução ao PHP. Creio que o que escreverei aqui acabe se tornando óbvio para alguns, mas com certeza muito útil para aqueles que estão dando seus primeiros passos no mundo do desenvolvimento web.

Sou um dos poucos  que acham importante estudar a história da linguagem. Conhecer o contexto no qual ela foi criada, seu criador, o motivo que o levou a desevolver tal linguagem. Considero isso importante. Não fundamental, mas importante.

Nossa história começa no outono 1994 quando  Rasmus Ledorf,  criou o PHP com o intuito de monitor o acesso ao seu currículo na internet. A medida que essa ferramenta foi crescendo em funcionalidades, Rasmus teve de escrever uma implementação em C, que permitia às pessoas desenvolverem de forma muito simples suas aplicações web. A primeira versão levou o nome de PHP/FI ( Personal Home Pages/Forms Interpreter) e  disponibilizou seu código em 1995.

Em novembro de 1997 foi lançada a 2ª versão do PHP. Aproximadamente 50 mil domínios ou 1% da internet já utilizava PHP. No mesmo ano, And Guttmans e Zeev Suraski – gravem estes nomes -, dois estudantes que utilizavam PHP em um projeto acadêmico de comércio eletrônico, resolveram cooperar com Rasmus para aprimorar o PHP. Para tanto, reescreveram todo código-fonte com base no PHP/FI2, dando início assim ao PHP3, disponibilizado em junho 1998. Novos protocolos, extensibilidade, a possibilidade de conexão com diversos banco de dados, uma sintaxe mais consistente, suporte à orientação a objetos e uma nova API, que possibilitava a criação de novos módulos, acabou atraindo vários desenvolvedores ao PHP. No final de 1998, 10% dos domínios da internet já utilizavam o PHP. E, foi nessa mesma época que a sigla PHP passou a significar o que conhecemos hoje: PHP (Hypertext Prepocessor).

Ainda em 1998, após o lançamento do PHP3, Zeev e Andi resolveram reescrever todo o núcleo do PHP, tendo em vista melhorar sua performance e modularidade em aplicações complexas. Batizaram esse núcleo de Zend Engine, ou Mecanismo Zend (Zeev + Andi). O PHP4, baseado nesse novo mecanismo, foi lançado oficialmente em maio de 2000, tranzendo muitas melhorias e novos recursos, como seções, suporte a diversos servidores web, além da abstração de sua API, permitindo inclusive ser utilizado como linguagem para shell script. Nesse momnent, 20% dos domínio da internet já utilizavam o PHP.

Apesar de toda essa evolução, todos os novos recursos, ainda era necessário um suporte maior à orientação a objetos. Suporte que só apareceu no PHP5, após um longo período de desenvolvimento que culminou com seu lançamento oficial em julho de 2004.

Este é apenas um post para apresentar a linguagem aos que ainda, porém pouco provável, não conhecem a linguagem. Nos artigos seguintes, iremos tratar mais diretamente com a programação em PHP, do básico até OO e, com muitos exemplos práticos.

Até o próximo!

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